Titus Canyon (Death Valley) – EUA

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Road Trip USA
Velho Oeste e Califórnia



 

Essa viagem de carro pelos Estados Unidos estava totalmente fora dos planos de viagens para 2016, porém algo muito inesperado aconteceu, um doido resolveu juntar 6 lendas do rock mundial em um único festival na Califórnia, o Desert Trip, e nós não poderíamos perder essa oportunidade por nada.

Ficamos sabendo do festival em abril, mas tivemos que esperar mais um mês até começar as vendas. Foram dois finais de semanas de festival, nós pegamos o primeiro fim de semana, 7, 8 e 9 de outubro na cidade de Indio (sem trocadilhos rs) na Califórnia, uma hora e meia de San Diego.

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Lineup Desert Trip

Ingresso na mão, destino fechado e agora, o que fazer? Uma road trip foi a primeira coisa que veio em mente! Pegamos as duas semanas que antecediam o festival e caímos na estrada.

Planejar viagem é quase tão prazeroso quanto a viagem em si. Pois viajamos de outra maneira, descobrindo rotas, destinos e atrativos. E foi assim que nos divertimos até fechar o roteiro de 17 dias pelas estradas americanas.

Saímos de Montreal (onde moramos) com um plano em mente, mas abertos para mudanças que poderiam acontecer no meio do caminho e de fato aconteceu por conta das chuvas, acredite, no meio do deserto.

Nessa viagem rodamos quase 5 mil km, passamos por 5 estados, 15 cidades (que ficamos), 2 cidades fantasmas, 5 parques nacionais, 3 cânions, 2 parques estaduais, o litoral da califórnia de Santa Monica (LA) até San Diego e 3 cervejarias para finalizar.


– Roteiro –

 

Albuquerque, NM  1 noite
Tucson, AZ – 1 noite
Phoenix, AZ – 2 noites
Sedona, AZ – 1 noite
Flagstaff AZ – 1 noite
Page, AZ – 1 noite
Kanab, UT – 1 noite 
Las Vegas, NV – 1 noite

 

Beatty, NV – 1 noite
Tulare, CA – 1 noite
Santa Monica, CA – 1 noite
Redondo Beach, CA – 1 noite
San Diego, CA – 1 noite
Temecula, CA – 1 noite
Indio, CA – 3 noites

Enquanto não temos os relatos detalhados de cada cidade ou atrativo que visitamos, veja bem resumido por onde rodamos… 

 

Aterrissamos em Albuquerque, onde passamos à noite no Super 8 (aeroporto). A ideia era sair logo cedo com destino ao nosso primeiro atrativo, o Deserto de Areias Brancas, mas não teve com não gastar nossa manhã na incrível cidade de Albuquerque.

O primeiro dia foi de MUITA estrada. Dirigimos 3 horas até areias brancas, depois seguimos cortando o deserto do Novo México até onde aguentamos. Foram mais 10 horas intermináveis até pararmos em Tucson.

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Deserto de Areias Brancas – crédito: Claudia B

Tucson foi realmente apenas para passar à noite. Chegamos às 11 da noite, mas ao trocar de estado para o Arizona, ganhamos uma hora, ou seja, eram 10 da noite ainda. 

Escolhemos o hotel Quality Inn Flamingo pelo fato que lemos no Lonely Planet que o Elvis já havia se hospedado por lá, mas fora essa lenda, e o bom preço, o hotel deixou a desejar. Mas como estávamos lá para nos divertir, nem esquentamos a cabeça com nada.

Manhã seguinte, mais duas horas de estrada chegamos em Phoenix, a capital do arizona, com seus 4 milhões de habitantes. Mega cidade encravada no do deserto de Sonoram.

Cervejaria Ale Brewery – crédito: Claudia B

Em Phoenix nossos atrativos foram 2 cervejarias artesanais: The Phoenix Ale Brewery Mother Bunch Brewing. Não tem como saber qual tinha a melhor cerveja, ambas com ótimos produtos.

Escolhemos um bom e charmoso hotel para descansar, o histórico Hotel San Carlos, o primeiro a ter serviço de elevador e ar condicionado na cidade (que por sinal é um mega plus).

Foi lá que encontramos o Andrézão, nosso amigo que vinha do Brasil com os ingressos do Desert Trip. Encontramos com ele no aeroporto e seguimos viagem para a pequena cidade de Sedona, onde tivemos uma prévia de tudo que ainda tínhamos para ver pela frente.

Em Sedona escolhemos o Days Inn Kokopelli para passar a noite, ótimo hotel entre serviço e comodidade e com uma bela vista para o Red Rock State Park. Sedona é famosa por suas imensas rochas avermelhadas no meio do deserto.

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Bell Rock – crédito: Claudia B
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Cratera de meteoro – crédito: Lucas CN

Depois do café da manhã fomos já com as malas visitar o parque. Foram 3 horas de caminhadas em um circuito onde pouco se via gente, estávamos no fim da temporada. De volta ao carro aceleramos para ver a cratera de meteoro uma hora e meia de Sedona.

Uma MEGA cratera diga-se de passagem. O legal é que é possível encostar em um pedaço do meteoro que alí caiu há 50 mil anos atrás. 

Da cratera aceleramos mais ainda para o Parque Nacional de Floresta Petrificada na cidade de Holbrook, uma hora da cratera.

Infelizmentemas quando chegamos o parque estava fechando e não pudemos entrar. Mas não foi o parque fechado que nos impediu de ver as árvores petrificadas. Por toda a cidade notam-se esses fóseis, mas para ter certeza disso tudo fomos para um museu/loja, de onde trouxemos lembranças desse dia corrido.

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Árvores petrificada – crédito: Lucas CN
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Grand Canyon National Park – crédito: Lucas CN

Mais duas horas de estradas e no mesmo dia que saimos de Sedona, chegamos ao nosso segundo Days inn, dessa vez na cidade de Flagstaff, já para no dia seguinte gastar 6 horas de visita no Grand Canyon. Fim de tarde fomos em direção a cidade de Page, onde deveríamos passar duas noite.

Em Page foi uma de nossas mudanças de planos, pois ao invés de duas noites no hotel Americas Best Value, ficamos apenas uma, o motivo foi a chuva na região.

O plano do dia dois era o Monument Valley, mas seria demais arriscar tempo e gasolina por conta das chuvas. Tínhamos 4 horas entre ir e voltar para Page.

Com isso visitamos no mesmo dia o indescritível Antelope Canyon e o Horseshoes Bend, outras duas grandiosas atrações do estado do Arizona.

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Antelope Canyon (lower) – crédito: Lucas CN
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Horseshoe Bend – crédito: Lucas CN

Hora de cruzar mais um estado, Utah, o terceiro da road trip. A estrada é encantadora, linda, não tem como não parar e tirar fotos a cada quilômetro. A cidade da vez em Utah foi Kanab e o hotel, Travelodge.

A cidade é minúscula, mas de frente para o hotel tinha um restaurante mexicano muito bom! Enfim, foi apenas para passar à noite e reabastecer o carro e comprar suprimentos para a visita ao grande Zion National Park.

De tudo que vimos, o Zion foi uma das coisas mais impressionantes da trip. Sabe aquele lugar que a gente se sente uma formiguinha, pois bem Zion National Park é um deles. Dirigir no parque então, foi como estar em um filme.

Fizemos um trekking pelo parque e estrada novamente, dessa vez em direção a cidade do pecado. VEGAS here we go!!!

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Zion National Park – crédito: Lucas CN

Chegamos tarde em Vegas, às onze pm, mas a noite estava só começando. Ficamos hospedados no Stratospher Cassino Hotel e foi onde fizemos nossa balada. Na verdade nem perdemos tempo com jogatinas, fomos direto ao bar no alto da torre do hotel, tomar um martini e observar a cidade à 350 metros de altura.

Vegas merece muito mais que um dia, por diversos motivos, mas não era o esquema do role, então deixamos a cidade depois de um bom reforçado café da manhã no Denny’s, aliás, perdemos as contas de quantas vezes comemos nessa rede ao longo da viagem.

E lá se foram mais 3 horas de estradas cortando o deserto com direito a tempestade de areias e tudo. Destino? A pequena cidade de Beatty, nossa porta de entrada para o Parque Nacional Death Valley, um dos lugares mais quentes do planeta.

Tivemos 2 dias cheios no Death Valey, lá visitamos um cânion, uma cratera de vulcão de ”apenas” 2 mil anos e Badwater Basin, o ponto mais baixo da América do Norte, 85 metros abaixo do nível do mar. O parque é lindo, natureza diferente, mas muito árido e quente.

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Death Valley National Park – crédito: Lucas CN

Beatty foi uma cidade legal, bem estilo velho oeste onde quem manda ainda é o xerife com sua estrela no peito e arma na cintura. Nos hospedamos no aconchegante hotel The Atomic Inn. Mas o que nos levou até ele foram os ”Ets” em frente a sua faixada.

Check out feito, fomos em direção as milenares e gingantescas árvores do Parque Nacional das Sequóias. Muitas delas estão lá antes mesmo de Cristo. As 6 horas de viagem não nos permitiram chegar no mesmo dia, por isso passamos à noite em Tulare.

O hotel de Tulare foi o Red Roof Inn, nada demais, mas bom para uma noite, barato vamos dizer. A cidade em sí não nos agradou, um clima meio estranho, mas de novo, foi só para uma noite. Manhã seguinte partimos para conhecer o Parque Nacional das Sequóias.

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Sequoia National Park – crédito: Lucas CN

Um fato interessante foi, no Death Valei fazia 43 graus (outono) e quando chegamos no alto da serra para ver as gigantescas árvoes, fazia -2. Mas foi algo magnífico de visitar. Novamente nos sentíamos formiguinhas.

Agora, o que tem que ser ressaltado é, a organização e infraestrutura dos parques nacionais americanos. Os caras capricham.

A correria continua e do parque seguimos direto ao encontro do pacífico, passamos por Los Angeles até chegar no maravilhoso HI Hostel de Santa Monica, e do hostel fomos para um pub tomar uma deliciosa cerveja californiana e conhecer um pouco da noite da fantástica cidade.

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Santa Monica – crédito: Lucas CN

Dia seguinte teve mais Santa Monica, fomos caminhar pelo famoso pier. Pela praia caminhamos até Venice Beach, famosa por ser mais hippie, onde encontramos muitos artistas de rua, barzinhos, lojas alternativas e as fomosas farmácias de cannabis, são várias delas, mas fora elas, muitos vendem na rua.

De Santa Monica seguimos até San Diego pela costa, fazendo uma parada em Laguna Beach para almoçar e Redondo Beach para dormir (Redondo Pier Inn, ótimo hotel!). Em San Diego saímos à noite também, cidade muito bonita e divertida, agora entendo bem a paixão de todos pela Califórnia.

San Diego foi basicamente nossa última cidade de atrativos, de lá, passamos uma noite em outro hostel, muito bom quanto o de Santa Monica, dessa fez foi o USA Hostel Ocean Beach.

De San Diego partimo para Temuco encontrar uns amigos, e na casa deles passamos a noite com muto comida mexicana autentica. Gracias Rosendo e Juanita!.

Depois de duas semanas de estrada, Boralá em direção a Indio, onde terminaríamos nossa road trip. E assim começou nosso tão aguardado último final de semana da road trip, o fim de semana do festival DESERT TRIP!!

Festival Desert Trip

 

Turismólogo de profissão, Lucas é o faz de tudo no Boralá (inclusive escrever em 3ª pessoa, rs), desde montar o site, otimizar os texto, tratar cada foto, mídia social etc… Lucas se diverte criando, escrevendo e claro, viajando.
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30 COMENTÁRIOS

  1. Olá, parabéns pelo post (e pela road trip maravilhosa). Em 2016 estive nos parques do Arizona e este ano quero voltar para conhecer New Mexico e Colorado, com parada obrigatória no White Sands. 🙂
    Queria umas informações sobre o parque.
    1. Uma manhã é suficiente para a visita?
    2. Você fez alguma trilha Tem algum conselho a respeito?
    3. Chegando por Albuquerque, qual o melhor cidade para hospedagem?
    Obrigada e bom dia pra você.

    • Olá Adelaide,
      MUITO OBRIGADO, que bom que gostou!! 🙂

      1- Nós fizemos o circuito em 3 horas de carro, parando em vários pontos, descendo e caminhando nas dunas, mas não fomos tão longe nas trilhas.
      2- Conselho, LEVE ÁGUA, MTA ÁGUA! O calor é intenso e não diria que é fácil se perder nas dunas, mas é possível. Houve até caso de morte por desidatrção em 6 horas. Acredite.
      3- Nós adoramos Albuquerque, tem muita história e cultura dos peles vermelhas por lá, diversos museus, vale a pena visitar também. Mas mais perto de White Sands eu diria Las Cruces, é uma cidade grande com diversas opções de hospedagem, mas só por um dia até o próximo destino.

      Se quiser saber mais:
      White Sands –> http://borala.blog.br/deserto-areias-brancas-novo-mexico/
      Albuquerque –> http://borala.blog.br/o-que-fazer-albuquerque-dicas-de-viagem/

      Obrigado e volte sempre! 🙂

  2. Cara, que post maneiro!!!! Super detalhado! E mais uma vez, Sedona aparece no meu caminho, he he he… Acho que é uma mensagem para eu ir lá conhecer esse lugar!!!
    Gostei da Floresta Petrificada. Vocês vão escrever um post sobre ela? Mesmo não tendo entrado no parque, vocês viram pela cidade, né? Seria legal contar um pouco da história… Não sei, é que eu gosto de saber dessas coisas (e aí invento trabalho para os outros, né?).
    Tem uma corrida de 217 Km no Death Valley… Ela está na minha lista para o futuro (mas bem futuro mesmo, he he he).
    Parabéns pelo post. Foi ótimo (e eu nem sou chegada a EUA, mas gostei).
    Um abraço
    Carolina

    • Obrigado pela visita Carolina!
      Sedona é lindo de mais, vi recentemente umas fotos com neve, inacreditável!
      Sim, vamos escrever de tudo, por ora temos post de Albuquerque e White Sands, mas escreveremos sobre o roteiro todo!! Te avisarei 😉 E sim, tem pedra/madeira para todos os lugares da cidade, em frente as casas, ponto de ônibus, cercas, kkk mas é claro que o Parque Nacional deve ser de tirar o fôlego, voltaremos!
      Agora, corrida no Death Valley, isso é loucura, leve e beba mta água, e ficar parado a gente já seca naquele lugar. rs
      Sabe de uma coisa, nunca fui chegado nos EUS tbm, mas que tem MUITA coisa lá para ver, isso tem! Boas viagens!!!

    • Obrigado Laura, eu gosto muito de bater o pé por ai, ônibus, trem e carona se for o caso, mas a liberdade de viajar de carro não tem igual! 🙂
      Europa não conheço ainda, mas esta para o plano de 2017, uma beer trip. hehehe
      Valeu!!

  3. Que máximo essa viagem ! Eu já fiz a Costa da Califórnia, fui de São Francisco até lãs Vegas! Também visitei uma cidade fantasma! Mas tem muita coisa para conhecer nos EUA, e essa rota de vocês foi demais! Vontade de fazer ! Adorei o post.

    • Obrigado Lidiane,
      Eu nunca me amarrei muito em ir para os EUA, mas já não vejo a hora de voltar e cair na estrada de novo, próximo destino com certeza será Yellowstone. Volte sempre! 🙂

  4. Que delícia de viagem! Sempre fico triste quando alguém fala de Sedona porque lembro que tive que cortar a cidade do meu roteiro quando fui para essas bandas (mas já planejo voltar!).

    • Olá Sonia, não quero desanimar mais, mas Sedona é lindo de mais, a cidade é um charme! Quero voltar agora para ver tudo nevado, aparentemente é outra paissagem imperdivel.
      Obrigado peloa visita! 🙂

  5. Eu nãi sei se tô babando mais na viagem, nas fotos ou no festival. Eu quis muito ir a esse festival, mas era impossível porque meu filhote tinha acabado de nascer – e confesso que fiquei triste de perder essa oportunidade. Mas estou imensamente feliz de saber que vcs foram e curtiram MUITO. Não só o festival, mas uma viagem maravilhosa também. Tô aqui coladinha para acompanhar cada relato desse roteiro incrível.

    • Olá Camila! Muito obrigado!!!
      Tudo foi muito bom, mas o festival… INCRÍVEL! Aos poucos vamos relatando tudo aqui, obrigado por passar pelo blog, e assim que tiver algo novo, avisaremos por aqui. 🙂

    • Olá Michela, que legal que gostou!!
      O Antelope Canyon fica na cidade de Page, muito próximo ao Grand Canyon. Fica em terra indígenas e o passeio é guiado por eles. Existem 2, o upper e o lower. É LINDO DE MAIS!!! Em breve escreverei sobre esse passei e mandarei para você o link. 😉 Obrigado pela visita!

  6. Hahaha… que excelente, sempre vemos nos filmes e seriados essas road trips de família, onde eles param em cidadezinhas para ver atrações inesperadas. Seu post foi praticamente isso. 🙂 E por esse festival, com certeza toparia essa viagem sem pensar muiro.

  7. Gente, que legal! Road trip daquelas bem ao estilo filmes. Espero que continuem contando da viagem e detalhando mais as cidades. Adorei o relato! E se eu já achei essa road trip válida sem o prêmio final, esse festival com certeza foi uma baita recompensa no fim de tudo!

  8. Que post maravilhoso! Meu marido é louco para fazer uma road trip pelos EUA. Esse post (e os mais detalhados de cada lugar) serão uma mão na roda para quando tomarmos coragem!! Amei o post!! 🙂

Deixe sua crítica, comentário e mais DICAS se tiver. BORALÁ!!